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24-02-2007

como estás?

Ofuscado ainda pelo sol de outrora
Mas acordado já pela luz de sempre…

22-02-2007

sentimental (los hermanos)




O quanto eu te falei que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver

Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar.

De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir

Ela é mais sentimental que eu!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.

15-02-2007

todo o carnaval tem seu fim (los hermanos)



mesmo antes de começar...

10-02-2007

agora que a campanha cessa

O que está aqui em causa não é a liberalização do aborto, mas sim a despenalização deste até as 10 semanas por vontade da mulher, se praticado em clínicas evidamente autorizadas. O que está aqui em causa não é se somos a favor ou contra o aborto. O que está aqui em causa é se Roubamos a liberdade de escolha das mulheres que têm de o praticar, ou se, pelo contrário, depositamos nelas a nossa confiança, deixando-as tomar a decisão que acharem mais acertada para si e para o feto (não se trata duma criança). O que está aqui em causa é um voto repressivo ou um voto de liberdade. O que está aqui em causa é se queremos impor as nossas próprias ideias morais a outros que não as partilham, ou se acreditamos que uma sociedade deve assentar nos valores da escolha livre, mesmo que ponderada. Ainda assim, não sei porque é que há gente do Não que usa o argumento da "liberalização" ou do "aborto livre" como se fosse algum de tão ruim. Ainda haverá gente com medo da liberdade? SIM! Eu digo que é quem vota NÃO!

28-01-2007

função ou disfuncionalidade

Esvaziar os sentidos
E voltar a encher depois
Não é coisa fácil
Se quiser escrever com facilidade
Ou pressa
A verdade é que não interessa
Sequer dizer algo que interesse
O interesse está precisamente na disfunção
Da funcionalidade do escrever
E qual é, no fundo a função de tudo isto?
Não há, ou eu não a sei.
A minha função ao escrever
É tentar descrever aquilo que quero dizer
Sem ter de o dizer.
Só o facto de parecer
Que é o que quero dizer
É o mesmo que já estar a dizer
Mas sem, no fundo, dizer
Alguém me dará um parecer?

02-01-2007

a segunda p'rá saudade

Só no mundo que não vive de luz que se veja, te vejo. Isto é só a falta que fazes. O resto é o que sei. Que desvelo o teu cabelo de longe, o abraço como sempre do lado daqui, esperando que aí, te mantenhas tão firme como firmes estão essas gentes, que cantam geladas em torno da cruz. E o processo da escrita não vem ao sabor dos pensamentos de ti. Viesse e eu escreveria tão mais que te cansarias, de certo, do que te diria. Assim, até ao dia em que te cansares, eu sigo a pensar-te.

a primeira p'rá saudade

Comecei a escrever no outro dia umas palavras que não acabei por falta de astúcia ou só por falta de saber. A falta do saber é grave, para quem pede aos outros que saibam. Pois aqui me confesso – eu não sei nada. Já a falta de astúcia, não é tão fatal, mas se esta não há, para que teimo em escrever? – a tossir, puxo de um cigarro que faço. Era de astúcia que precisaria se quisesse cantar-te a saudade. Mas a saudade não é coisa que se cante sem música de fundo. Ou de frente, com a própria sinfonia a fazer de saudade. A música e as palavras que escreves melhor que eu. As coisas que dizes, que mostras. Não que cantes a saudade, será que a cantas? Eu acho que sim. No entanto, trata-se aqui da minha saudade, não da tua, mas é a saudade de ti…

27-12-2006

vem

Embebedei-me de sono
Apaguei as luzes, deixei as velas.
- se as tivesse

Contei-te até três
E pedi que viesses
Depressa…

Olhaste-me no escuro e eu vi-te
Tenho a certeza

Até já!

o natal já lá vai

Sem festas de arromba
Só as fartas comidas
Foi natal e o homem nem quis.
Não quis que o fosse
Não quis que se fosse
Mas foi-se
Mal por ele se deu.
É disto que falam?
É isto que pintam?
Eu rabisco a família, a saudade
O encontro, a vivacidade
E a vida
Pinto as mentes,
As paredes, as gentes.
Pinto tudo dum vermelho dourado
Só não pinto o menino
Muito menos o Pai.
A todos eu digo
Que o Natal já lá vai!

22-12-2006

passa

Fui-me esquivando sem jeito
Às investidas aladas do tempo.
Do tempo que com precisão e perícia
Me foi maltratando as entranhas
Resquícios da lembrança
Pouco a pouco
Cheio de manhas

Escavou forte em solo tenaz
Foi audaz esse tempo sacana,
Moldou-me a seu jeito
E saiu-lhe perfeito
Esse plano eficaz, mas terrível,
De me ver assim desolado,
Aqui de joelhos, de rastos
Aos pés do passado.