Ok

By continuing your visit to this site, you accept the use of cookies. These ensure the smooth running of our services. Learn more.

06-06-2012

(ur)gente

cabeça de cavalo encurralada na mente. e o meu corpo dormente. a casa cheia de gente e o assunto é urgente. dormes aqui, agora comigo. e ali fora ao teu lado, os pássaros cantam em manhã e alvorada e a janela. é tudo o que é bom. de resto, vislumbro luzes e cores e sons e visceras de interiores de corpos avulsos, como as palavras. vislumbro acidente e cansaço mental, muscular talvez. vejo a força a quebrar e o medo nas ruas. cascas de ovos nas estradas e toalhas molhadas atiradas ao chão. olhos secos, cansados. está tudo farto. mas levantam-se todos na mesma e às mesmas horas de sempre. todos os dias. sempre. autocarros atrasados e as horas que passam. metro à pinha e metros de pinheiros queimados nos campos. salas de espera e eu à espera que morram, aqueles. gente imbecil e trapaça da gente. vale a pena insistir, que o assunto era urgente.

quando não há palavras há...