25-09-2006
em branco
Arranquei-me os olhos e os ouvidos. Arranquei-os para não ouvir mais os gestos e deixar de ver as palavras. Fui-me arrancando a pele aos poucos também. Tentei arracar a cabeça, mas foi em vão. A minha vontade era a de não sei bem o quê. Talvez nem vontade fosse. Mas respirava ainda... Depois saí. Já sem olhos e sem ouvidos. Sentia-me bem, naquele instante. Depois caí. Levantei-me e comecei a ouvir de novo. Foi quando te vi. E caímos.
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