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05-12-2009

claros II

clara, a tua pele, o cabelo.
claros os teus olhos, a luz.
raio escuro e claro de sol.
o teu corpo. não meu.
claro que olho,
que vejo e que olho nos olhos,
nos teus. claro.
Clarisse, o teu nome.

dormir para sempre

faço-me de forte e tapo os ouvidos. disfarço-me de normal. e visto uma saia. puxo-me os cabelos só com o medo de acordar. temo a vida como os outros temem a morte. sonho morrer durante o sono só para não ter de viver outro dia. onde falharam os meus pais ao protegerem-me das coisas? protegendo-me das coisas! quem me dera ser como tu, que sabes que és assim. gostava de não fingir e dormir novamente contigo.

. . .

rominar acções controladas pelos jeitos das carnes no prato. encontrar-te aos pedaços desfeita na rua encostada ao meu carro, ou no chão e em bocados. juntar-te os pedaços e levar-te para longe!