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12-02-2006

distancia (re-editada)

Fui beber ao luar daqui
vestigios de ti, meu amor
fui ao alto mais alto do monte
procurar o local onde a viste,
a lua...

E na rua fiquei
por almofadas à espera,
de flor, para contigo dormir
para sempre

Não temas,
meu amor, não penses
que pena temeres
por pensar,
que mau é pensares
em temer

E na rua fiquei

estrela

a minha estrela era a tua
e eu vi-a brilhar
que mais fiz que apagá-la?

quieto permaneceria
para sempre
a olhá-la. a olhar-nos
nesse alto, tão alto que eras tu
que mais fiz que apagá-la?

dúvida

A dúvida persegue... A dúvida mata. A dúvida enrola-nos e queima... A dúvida é fodida. A dúvida não tem dúvidas e sabe não duvidar ela mesma de si. Mas teima em duvidar-nos a vida. E a mente, sua eterna aliada neste jogo. Que é lento e mortal, que mata aos poucos. Por dentro. Que vai doendo e corrói... E mói... Dói! Que dúvida, esta vida…